quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PERSONALIDADES SERTANEJAS


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01/10/2009 — Jade Petronilho
Texto publicado por mim em outubro de 2009, no site !ObaOba
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Gian & Giovani começaram a carreira cedo, ao lado de seu irmão, Arnaldo. Criados na cidade de Franca, em São Paulo, desde crianças eles se apresentavam em bares e clubes do interior paulista. Autodidatas, eles sempre foram incentivados pelo pai a seguir o sonho de ser cantores sertanejos. Deu certo: neste ano, a dupla completa 20 anos de estrada e, neste mês, lança seu 17º álbum.
Surpreendentemente, ao invés de se conformarem com a fórmula de sucesso do sertanejo de raiz, a essa altura do campeonato, eles decidiram mudar. Mais calcados num estilo dançante e extrovertido, eles gravaram até “Perigo”, música que se consagrou na voz de Zizi Possi.
Orgulhoso da nova geração sertaneja – que fez com que o estilo caísse nas graças de um público diferenciado -, Gian comemora: “Gostaria até de parabenizar essa galera que achou uma forma de popularizar mais ainda a música sertaneja”.
Fãs declarados de Chitãozinho & Xororó, os paulistas foram muito adiante do que imaginavam e, além de dividir o palco com os ídolos diversas vezes, contaram até com uma declaração emocionada dos veteranos em um de seus DVDs. Isso e muito mais, Gian conta na entrevista a seguir:
Quantos anos vocês tinham quando começaram a cantar?
Gian: 
Eu, Gian, tinha dez anos de idade, o Giovani tinha sete anos e o Arnaldo, nosso outro irmão, tinha oito anos. Na época, a gente era um trio, que chamava Sereno, Sereninho e Gauchinho.
Nessa época, vocês cantavam músicas bastante românticas. Como escolhiam o repertório?
Gian:
 Quando começamos, tinha essa onda do sertanejo bem romântico e a gente sempre acompanhou algumas coisas mais de raiz, por isso, logo de início, cantávamos músicas de Chitãozinho & Xororó. Depois, partimos para Chrystian & Ralf. Como estávamos começando, nosso repertório era praticamente baseado no que era sucesso.
Falando em Chitãozinho & Xororó, vocês sempre disseram que eram bastante influenciados por eles. Como é isso hoje em dia?
Gian:
 Até hoje a gente se espelha muito neles porque admiramos demais a maneira como eles trabalham. Também tivemos algumas influências de Tião Carreiro & Pardinho, mas sempre quisemos seguir um estilo de voz mais grave.
Atualmente, o que vocês ouvem?
Gian:
 Gostamos de todo tipo de música, de boa música (risos). Por exemplo, tem músicas muito boas com Zezé di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, César Menotti & Fabiano e Edson & Hudson. Não ouvimos uma dupla ou um artista específico, mas sim o que há de bom em cada um deles, em cada CD.
Agora, no novo álbum, Gian & Giovani parecem ter investido num estilo mais animado, bem parecido com o que chamam hoje de sertanejo universitário. Por que decidiram mudar assim?
Gian:
 Acabamos indo pra esse outro lado porque o som que a gente toca tem bastante a ver com moda. Se uma coisa está vendendo e dando certo, você tem que procurar fazer o seu trabalho de acordo com o que está indo bem, mas nossa intenção não era exatamente focar nessa questão do sertanejo universitário. A gente queria um trabalho legal, com novidades que pudessem ser inseridas nos nossos shows e também enviadas às rádios como algo recente de Gian & Giovani.
E como o público de vocês reagiu a essa mudança?
Gian:
 Olha, acho que o nosso público reagiu muito bem. Viajamos recentemente pelo interior de Minas e pelo norte do Paraná e os comentários que a gente ouviu por lá foram muito bons. As músicas estão sendo muito bem aceitas e frequentemente pedidas pelos ouvintes – o que é muito legal, já que o CD ainda nem está à venda.
Nesse novo trabalho, vocês prometem bastante surpresas. O que de tão diferente vocês apresentam desta vez?
Gian:
 O CD cheio é composto por 12 músicas totalmente inéditas e três regravações. Uma das regravações é “Perigo”, que era interpretada pela Zizi Possi, a outra chama “Fontes de Desejo”, de Renê & Ronaldo, e uma que é nossa mesmo, a “Sai Dessa Coração”, mas que agora tem uma levada mais moderna.
Como surgiu a ideia de regravar a música da Zizi?
Gian:
 Na verdade, quem trouxe a ideia de regravar essa música foi o nosso produtor. Ele apresentou a ideia, a gente foi, gravou e ficou muito legal! Gostamos bastante do resultado final.
Ao longo desses 20 anos de carreira, existe algum momento que foi inesquecível para vocês?
Gian:
 Uma coisa que a gente gostou muito de ter vivido foi quando, pela primeira vez, participamos de um show especial do tipo Amigos, que levava o nome de Especial Som Brasil. Nele, estavam Zezé di Camargo & Luciano, Chitão & Xororó, Gian & Giovani e Chrystian & Ralf. Naquele dia, a gente ficou super feliz e na época, era um time perfeito, uma verdadeira explosão! O ingresso era baseado na arrecadação de alimentos e isso tudo foi muito fantástico! Estar perto de pessoas que, normalmente, a gente assistia, era muito legal.
Dos artistas nacionais, ainda tem algum com quem Gian & Giovani gostariam de dividir o palco?
Gian:
 Acho que já dividimos o palco com a maioria dos artistas que somos fãs e gostamos (risos). Os nossos DVDs, por exemplo, nos deram a oportunidade de gravar com César Menotti & Fabiano (que são grandes amigos), Chitão & Xororó (que fizeram até comentários muito legais pra gente) e Inimigos da HP – que é uma galera do pagode, mas que está sempre antenada no sertanejo e que são muito legais também.
Vocês chegaram a gravar algumas músicas em espanhol. Vocês têm algum plano para fora do país?
Gian:
 Temos um projeto para o final do ano, sim! Na nossa agenda, já temos shows marcados na Europa e também nos Estados Unidos. É bom que a gente une o útil ao agradável (risos) – já que estamos por lá, a gente passeia, faz show e volta! É bem legal!
Na sua opinião, a que se devem essas duas décadas de sucesso da dupla?
Gian:
 Acho que o cuidado, mas o cuidado de uma forma geral: com o repertório e com o público que frequenta os shows da gente, por exemplo. Precisamos estar sempre mantendo o pessoal abastecido de música e de carinho também. Temos consciência de que nossos fãs se dedicam muito por nós, ligam nas rádios, pedem as músicas, pagam ingressos, assistem aos shows muitas vezes de pé e algumas vezes até debaixo de chuva… A gente tenda retribuir esse carinho e acho que isso é um reflexo de como cuidamos disso tudo de um modo geral.
Com essas reformulações no formato original de Gian & Giovani, vocês esperam que algo mude?
Gian:
 Na verdade, a gente espera que a dupla se consolide cada vez mais. É lógico que a gente nunca para de buscar inovação e mudanças em algumas questões, mas com esse movimento todo de agora em relação ao sertanejo, essa consolidação é natural. Gostaria até de parabenizar essa galera que achou uma forma de popularizar mais ainda a música sertaneja. Com essa nova leva, o movimento sertanejo como um todo ficou ainda mais fortalecido, mais alegre, e isso é excelente!
01/09/2009 — Jade Petronilho
Texto publicado por mim em setembro de 2009, no site !ObaOba
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Quem foi que disse que no Rio de Janeiro só toca samba, pagode e funk? Com a disseminação do sertanejo universitário pelo Brasil, nem mesmo os cariocas ficaram de fora dessa moda. Um bom exemplo de que o ritmo típico do sertão pode dar certo até mesmo na cidade maravilhosa, é a dupla Léo & Gabriel que, após quatro anos de tentativas, está “bombando” na noite carioca.
“Cantávamos músicas românticas e nossos amigos de São Paulo e Goiás diziam que devíamos ir para esse lado sertanejo, mas a gente não concordava pelo fato de sermos cariocas”, conta Léo. “Nos ensaios colocávamos no repertório um sertanejo mais pop, mas só por brincadeira. Atualmente, quando vemos que nossa agenda está lotada, percebemos que, graças a Deus, nossos amigos tinham razão. Foi uma brincadeira que deu certo”, completa Gabriel.
Mas nem sempre foi tudo assim tão fácil, com shows todos os dias para fazer. Os amigos dizem que a entrada em casas noturnas da cidade foi um tanto quanto complicada. “No começo era muito difícil entrar nas casas para tocar, a gente tinha até medo de ser vaiado”, revela Léo. Porém, passada a turbulência, o que poderia ser um pesadelo, virou sonho. “O pessoal da 021, na Barra da Tijuca, resolveu apostar na gente e viramos sucesso de público. Agora, às 22h30, ninguém mais entra na casa de tão cheia que ela fica!”, comemora Gabriel.
Para eles que nasceram e foram criados no Rio, o que antes era motivo de receio, hoje é só orgulho. “Usamos o slogan de ´A Dupla Carioca Mais Sertaneja do Brasil´ e é isso mesmo que queremos ser. Não é o fato de a gente ser carioca que faz com que a gente faça um trabalho inferior. No começo rolava preconceito pelo fato de estarmos aqui, mas agora tem até muita gente agradecendo. Estamos abrindo espaço para outras duplas e isso é bom pra todo mundo”, afirma Léo.
“Conseguimos pegar uma vontade nossa e começamos a dar os primeiros passos. Agora, as pessoas que moram no Rio começam a sair de casa pra ouvir sertanejo. Com isso, temos o peso da responsabilidade nas nossas costas, mas com certeza queremos ver cada vez mais o sertanejo por aqui”, finaliza Gabriel cheio de vontade de realizar esse sonho. No mês de outubro, a dupla abre os shows da Banda Eva e de Cláudia Leitte. Provavelmente esses são os próximos passos deles que já chamam a atenção de um público não mais só regional.
01/08/2009 — Jade Petronilho
Texto publicado por mim em agosto de 2009, no site !ObaOba
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Kaio & Kanhoto são sucesso na região do Paraná há mais de duas décadas. Ao longo desses anos de carreira, como não poderia deixar de ser, eles se apresentaram em diversos locais do Brasil e conquistaram fãs principalmente nos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Santa Catarina. Mas a vontade dos amigos sempre foi maior: K&K queriam ganhar o coração do povo paulista e disseminar a música do sertão por São Paulo inteiro. Com a moda do Sertanejo Universitário – que abriu as portas de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro para os intérpretes caipiras -, esse sonhopôde se tornar realidade. Neste mês, pela primeira vez, K&K se apresentaram na Festa do Peão de Barretos e, em setembro, gravam seu primeiro DVD na capital paulista.
Apesar de veteranos, Kaio & Kanhoto têm uma particularidade: além de cantarem clássicos do sertanejo de raiz e do sertanejo romântico, incluem em seu repertório ritmos pouco exploradas pela maioria dos artistas do gênero. Casos do forró, do country e do vanerão. “Eles (os sertanejos universitários) renovaram a música sertaneja e com isso, quisemos também apostar em algo mais moderno. Quando alguém vai no nosso show, tem que ter em mente que nossa música é pra dançar, pra agitar a galera!”, declaram.
Vocês estão há 20 anos na estrada. Contem um pouco sobre a trajetória da dupla.
K&K:
 Lançamos nosso primeiro disco em 1989, em vinil ainda (risos). E de lá pra cá, estamos aí na luta, com muitos outros trabalhos e agora, particularmente, muito felizes por participar pela primeira vez de Barretos.
Para vocês, qual a importância de fazer parte dessa festa?
K&K:
 Ah, eu fiquei tão feliz que nem acreditei. Barretos é o sonho de todo cantor. Receber esse convite é um orgulho muito grande. Rapaz… Esse convite foi tão bom que até agora a gente está tão feliz que nem acredita que isso está acontecendo. Parece que é um sonho!
Vocês fazem um show bem dançante. Como escolhem o repertório das apresentações?
K&K:
 Nosso repertório costuma ter bastante música pra cima, dançante. A gente começa com uma seleção de música rastapé (que é o que está agora na boca da galera universitária), com aquela pegada mais agitada e também algumas românticas. Das de raiz, normalmente colocamos “Boate Azul”, “Telefone Mudo”, músicas assim, mais antigas. Nosso foco é fazer um show bem animado, com bastante variação de ritmos e muito batidão, pro pessoal agitar mesmo.
E por que vocês decidiram apostar nesse sertanejo novo e não no sertanejo de raiz, que é a base de vocês?
K&K:
 A gente está investindo mais nesse sertanejo modernizado porque percebemos que a rapaziada que está chegando está fazendo algo muito bonito com o gênero. Eles renovaram a música sertaneja e com isso, quisemos também apostar em algo mais moderno. Quando alguém vai no nosso show, tem que ter em mente que nossa música é pra dançar, pra agitar a galera! Essa batida diferente, mais atual, pode ser claramente vista nas músicas “Larga Eu Pu Cê Vê” e “Pego Memo” – que estão tocando no Brasil inteiro.
Durante essa transição, vocês enfrentaram alguma dificuldade?
K&K:
 Dificuldade mesmo, só no começo de carreira, quando a gente tinha que deixar a dupla bem aprumada, sem erros, direitinho, e também quando decidimos investir em São Paulo numa época em que ninguém daqui conhecia a gente. Infelizmente, a música é uma profissão muito cruel. Um dia você tem um monte de trabalho num lugar e no outro, se vai para uma cidade onde ninguém te conhece, você acaba sem fazer nada. Muita gente é obrigada a trabalhar em outra coisa até, mas graças a Deus conseguimos dar a volta por cima e além de estarmos sendo conhecidos até no Nordeste, estamos entrando muito bem em São Paulo.
E agora, quais são os próximos projetos de K&K?
K&K:
 Em breve, provavelmente em setembro, vamos gravar o nosso primeiro DVD e 8º CD ao vivo, no Villa Country, em São Paulo. Esse também é um sonho nosso que está se realizando agora. Nele, vocês podem esperar essa batida mais moderna que trabalhamos hoje em dia, com bastante vanerão e rastapé. É pra dançar mesmo!
Deixem um recado para os jovens que, assim como vocês, têm um sonho e não querem desistir dele…
K&K:
 Olha, seja persistente! Não tem que ter medo das barreiras que você vai encontrar, pois se você fugir de cada pedra que aparecer no seu caminho, você não chega a lugar algum. Sim, vão ter muitas pedras no caminho, muitas barreirinhas, mas você tem que ter força, confiar e acreditar no seu talento. Desistir nunca, persistir sempre e ter fé em Deus. E ter humildade! Se você não tem humildade, não tem jeito. Ás vezes, você está cansado e os fãs estão lá querendo atenção… Sabe, não custa nada dar atenção para as pessoas, ficar com elas meia hora. Sozinho, ninguém é nada.
01/06/2009 — Jade Petronilho
Texto publicado por mim em junho de 2009, no site !ObaOba
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Criada pelo roqueiro Beto Garja em 2001, a banda Red Fox chamou a atenção de muitos brasileiros após ter vencido – porunanimidade – o programa Astros, do SBT, em janeiro deste ano. Com influências típicas do country americano, ao se destacarem na telinha, os paulistas que, apesar de já terem participado de rodeios importantes como os de Jaguariúna e Barretos dificilmente saíam do Estado, passaram a fazer shows por todo o Brasil.
Com coreografias elaboradas, prestes a lançar seu segundo trabalho e cheio de projetos grandiosos dignos de uma formação musical que completa oito anos de estrada, o líder Beto conversou com a gente e garantiu: “em oito meses, quero ser o responsável pelo maior show country do Brasil”.
Como o nome do grupo foi escolhido?
BG:
 Essa história é muito curiosa. A gente buscava um nome que fosse mais country e, na realidade, acabei sonhando com ele. Estávamos pensando em algo com “fox” e depois do meu sonho, conversei com o pessoal da banda e acabou rolando o Red Fox, que ficou.
A proposta musical da Red Fox sempre foi a mesma?
BG:
 Sim, estamos completando oito anos agora e sempre tivemos a mesma proposta: ser uma banda de country. Desde o comecinho foi assim, mas antes a gente era mais voltado para o bailão mesmo, fazíamos música para a galera dançar. Hoje, nossa proposta é muito voltada para o entretenimento, então, o nosso show é bem mais completo e dinâmico – com músicas emendadas uma na outra e com nosso trabalho próprio. Sempre fui roqueiro e agora mostramos mais nossas influências vindas do rock nacional e da country music.
E porque você, sendo roqueiro declarado, optou por criar uma banda country?
BG:
 Eu era roqueiro e tocava com um amigo meu da faculdade. Passado um tempo, ele me falou que ia montar uma banda country, acabei indo tocar com ele e foi assim por dois anos. Gostei do sistema e decidi montar minha própria banda, comigo no vocal.
Você acredita que existe algum tipo de preconceito em torno desse gênero?
BG:
 Com certeza! Isso existe por conta da associação do country com o sertanejo – que muitas vezes é rotulado como uma coisa meio brega por ser do campo. O country também é rotulado assim, pois chama a atenção do mesmo público e utiliza o mesmo vestuário… Ainda há certa resistência, mas depois que conhecem o nosso som, percebem que somos muito mais voltados ao rock e às raízes americanas do que ao sertanejo, a realidade do campo e a moda de viola.
E como você vê o fato de algumas duplas sertanejas quererem introduzir uma influência mais country em suas músicas?
BG:
 Olha, acho que já houveram várias tentativas… Volta e meia o pessoal tenta colocar instrumentos como violinos e banjo, mas o som continua o mesmo: aquela voz aguda, com os dois cantando. Existe essa tentativa, mas nada que realmente fique muito característico como sendo country.
Assim como é comum em bandas típicas americanas, coreografias são sempre presentes em seus shows. São vocês quem as montam?
BG:
 Na verdade temos vários grupos de dança country que montam as coreografias em cima das nossas músicas. Algumas vezes damos palpites sobre posicionamento no palco e coisas do tipo, mas no final de tudo, fica um trabalho bem legal em conjunto: eles montam e nós discutimos como fica melhor para a apresentação.
Para vocês, qual a importância de terem sido os ganhadores do Astros?
BG:
 Isso difundiu o nosso trabalho pelo Brasil e, acima de tudo, fomos reconhecidos pelo povo. Muita gente começou a distinguir o sertanejo e o country e quem gostava de country foi atraído pela nossa banda, pois surgimos como uma alternativa para o gênero.
De modo geral, por quais mudanças a Red Fox passou desde que ganhou o programa?
BG:
 Hoje, passamos pelo Brasil inteiro e isso é graças a divulgação que o Astros fez pra gente. Fora isso, a banda vem passando por muitas mudanças. Nosso foco realmente é fazer shows e sempre nos dedicamos a uma apresentação mais dinâmica, animada, diferente e interativa. Com essa coisa do Astros, pudemos acelerar todo o nosso projeto e, com isso, em mais ou menos um mês, chega às lojas o nosso novo CD.
E como vai ser esse trabalho?
BG:
 Esse CD é 100% em português e foi gravado e produzido pela própria banda. É um rock nacional com uma levada country muito dançante – que vai bem de acordo com as características do nosso show.
Após esse lançamento, quais são os próximos planos da banda?
BG:
 Em oito meses, quero ser o responsável pelo maior show country do Brasil. Parece meio ambicioso, mas se eu não pensar assim, não chego a lugar nenhum. Quero ter o maior show country do país e trazer para cá toda a estrutura de palco de rodeio como fazem os grandes artistas americanos, ou seja, o que ninguém faz, eu quero fazer (risos).
Qual recado você deixa para os jovens que têm a vontade de largar tudo pelo sonho de ser músico?
BG:
 O ponto principal é ser persistente. Muitos pais acham bonitinho o filho tocando piano e montando banda na escola, mas quando chega na faculdade, eles vão contra porque ficam estressados, querendo ver o filho trabalhando de verdade. O recado que eu deixo pra galera é que se você realmente acredita na música, seja persistente e não pare nunca! Não ache que música é uma subprofissão no Brasil, não ache que é um hobby. Música pode ser uma profissão de ponta e as pessoas conseguem, sim, ganhar muito dinheiro com isso. Acreditem: ela pode ser um negócio bastante rentável e prazeroso também.
01/05/2009 — Jade Petronilho
Texto publicado por mim em maio de 2009, no site !ObaOba.
Descrição: http://jadepetronilho.files.wordpress.com/2010/04/marcosebelutti.jpg?w=334&h=136
Com um ano de dupla e menos de dez meses do lançamento do primeiro disco, Marcos & Belutti já começaram com o pé direito: apadrinhados por Edson (da dupla Edson & Hudson) e empresariados por Bruno (da dupla Bruno & Marrone), os amigos já comemoram o rápido sucesso. Mas se você pensa que Marcos & Belutti conseguiram prestígio pelas costas quentes, esqueça! Bruno conhecia um pouco do trabalho dos meninos separadamente e quando soube que haviam se juntado, resolveu convidá-los para um teste em sua casa. Sem muitas pretensões – e quase sem acreditar no que estava acontecendo -, M&B foram à casa do cantor e, literalmente, deram um show. Foram aprovados na hora e, de lá pra cá, os donos do hit “Você Não Merece” nunca fizeram outra coisa a não ser compor e cantar.
Ainda novato nessa vida de fama e assédio, Marcos – que já foi vendedor de sapatos, carros, enxoval e trabalhou como caixa – conversou com a gente sobre influências musicais, parcerias e sucesso que, de acordo com ele, “chega até a ser assustador“.
Como vocês se conheceram?
Marcos:
 Conheci o Belutti na gravação do antigo CD dele. Nós tínhamos outras duplas; a dele chamava Bruno Belutti & Cristiano e a minha Pedro Paulo & Fabiano. Na época, mostrei algumas músicas para ele e ele acabou gravando uma música minha chamada “Amor e Ilusão” (que depois Edson & Hudson também regravaram), fiz backing vocal no disco dele também e ficamos amigos.
Como vocês decidiram abandonar os antigos parceiros e formar sua própria dupla?
Marcos:
 Após a gravação desse trabalho dele, acabamos nos distanciando porque fomos trabalhar com nossas duplas. O tempo passou e, por alguns motivos, separamos as duplas ao mesmo tempo, mas a gente nem se falava mais. Ficamos um tempo trabalhando em outro ramo e, passado um ano, comecei a falar com ele por MSN. Passamos a compor até que um dia, o chamei para vir na minha casa gravar as “demos” para mandar pros artistas gravarem nossas composições. Gravamos e, com isso, voltei a ter vontade de cantar. Falei para o Belutti que se eu fosse formar uma dupla sertaneja, gostaria de formar com ele. No começo, ele não quis muito, pois já tínhamos tido alguns problemas no meio artístico, mas depois de um tempo, ele aceitou. De lá pra cá, Deus tem abençoado a gente demais e tem tudo dado muito certo pra gente. Estamos trabalhando bastante e estamos felizes demais!
Vocês têm como “padrinho” e empresário o Bruno, da dupla Bruno & Marrone, vocês já o conheciam antes?
Marcos:
 Com menos de um mês de dupla, o Bruno ligou para o Belutti. O Belutti nem o conhecia, mas ele já tinha gravado a música “Foi”, do Bruno, que depois o Zezé (di Camargo) regravou. Nessa ligação, o Bruno falou pra ele: “gosto de você cantando, da sua interpretação e estou sabendo que você está formando uma dupla com o Marcos – alguém que eu gosto muito. Imagino que a dupla seja muito boa. Venham para a minha casa porque quero apresentar um empresário para vocês”. Aí, fomos até a casa do Bruno sem nem acreditar em tudo o que estava acontecendo. A gente nem sabia cantar junto direito ainda. Ele nos apresentou ao Amauri, que hoje é o nosso empresário, e que já tinha ouvido várias duplas e não tinha gostado. Cantamos, eles gostaram de cara e apostamos juntos nisso. 
E a parceria com o Edson, da dupla Edson & Hudson, como foi?
Marcos:
 Durante um tempo, Edson foi nosso sócio na dupla. Agora ele saiu, mas continua sendo o nosso padrinho e é alguém de quem gostamos muito.
Como vocês escolheram o nome Marcos & Belutti?
Marcos:
 Ficamos discutindo sobre o nome na casa do Bruno. O Edson disse que poderia ser “Marco & Belutti” e aí, de última hora, mudamos para “Marcos” até porque um dos filhos do Amauri chama Marcos e fica mais comum, mas fácil de falar. Na hora percebemos que Marcos & Belutti soou bacana e foi esse nome que ficou.

Antes de ser cantor, o que você fazia?
Marcos:
 Canto desde os 15 anos, mas meu pai tinha uma padaria e uma confecção de produtos infantis e eu sempre trabalhei com ele, desde molequinho. Cheguei a trabalhar até no caixa da padaria e trabalhei também na confecção administrando as empresas dele. Já tive lojas de cama, mesa e banho e de sapato (risos)… Trabalhei até vendendo carro… Já dei meus pulos, viu (risos)?
Ser cantor sertanejo era um sonho?
Marcos:
 Eu sempre gostei muito de música sertaneja e desde criança eu me via cantando música sertaneja. Então, sempre tive esse sonho, sim. Mas eu cantava na igreja e no momento em que percebi que estava cantando com a intenção de ser reconhecido e aparecer, eu decidi partir para o ramo profissional e logo de cara fiz música sertaneja. Nunca trabalhei com outro tipo de música.
Vocês se intitulam sertanejos universitários?
Marcos:
 A gente não dá um título assim para a dupla, mas as pessoas dão. Tem gente que diz que Marcos & Belutti é uma dupla universitária e eu concordo. Tem também quem diga que Marcos & Belutti é sertanejo e eu concordo também porque a gente canta música sertaneja. Na verdade é isso: a gente canta e gosta de música sertaneja; não importa se é universitária ou não.
Das duplas atuais, quais você mais gosta?
Marcos:
 Eu gosto muito de Jorge & Mateus, João Bosco & Vinícius e Victor & Léo. Acho esses três muito bacanas!
E das mais antigas?
Marcos:
 Ah, das antigas eu gosto de um monte! Gosto demais de Bruno & Marrone e Edson & Hudson… João Paulo & Daniel não existe mais, mas as músicas antigas eu adoro! Eu gosto até mais das duplas mais antigas. Ouço também Zezé di Camargo & Luciano, Durval & Davi, Milionário & José Rico, Trio Parada Dura… sabe, tem muita coisa! Se eu for falar todos, vou embora falando (risos).
E dessas, tem alguma em quem você mais se inspira?
Marcos:
 Tem, tem sim! Como sou segunda voz, me inspiro bastante em Durval & Davi e João Paulo & Daniel.
Com qual sertanejo você gostaria de dividir o palco?
Marcos:
 Bom, já dividi palco com Bruno & Marrone, Edson & Hudson e Zezé di Camargo & Luciano – cantar com eles era um dos meus maiores sonhos e, graças a Deus, eu pude realizar com essas três duplas. Agora, gostaria muito de cantar com Milionário & José Rico, Durval & Davi, Victor & Léo, Jorge & Mateus e João Bosco & Vinícius – que são os que eu mais gosto.
Fora do sertanejo, você ouve alguma coisa?
Marcos:
 Gosto muito de ouvir rock. Gosto demais de Panic! at the Disco e Bon Jovi. Também acho Charlie Brown Junior bem legal e gosto de NX Zero – muita gente critica, mas eu não tenho preconceito nenhum e gosto bastante. Adorava ouvir LS Jack, pois gosto muito de pop rock. Gosto muito de Michael Bublé, foi o Belutti que me mostrou o trabalho dele e eu achei muito bacana mesmo. Gosto dele demais!
Quais suas inspirações para compor?
Marcos:
 Já fiz histórias minhas e já fiz sobre histórias que ouvi falar… Depende muito do momento. Se você está triste, você escreve uma música; se está feliz, também. Às vezes, uma pessoa me fala uma palavra “do nada” que me inspira. A intenção que a pessoa usa para falar uma palavra pode ser uma inspiração, mas depende demais também do que a gente está vivendo.
Dessas que você se inspirou em histórias suas, alguma já foi gravada?
Marcos:
 Não. Na verdade, já foi gravada, mas por uma dupla pequena. Não é nada muito conhecido ainda.
Hoje, como é para você perceber que, em tão pouco tempo de dupla, vocês já são sucesso?
Marcos:
 Tem momentos que chega a ser até assustador. É enorme a responsabilidade que a gente tem, mas eu fico feliz demais. Por exemplo, a gente tenta levar uma vida normal e eu espero que seja sempre assim, mas antes de eu vir para cá, passei na Santa Efigênia (bairro paulista conhecido por vender produtos eletrônicos diversos) e, de repente, um cara me cutucou e perguntou se eu era o Marcos, do Marcos & Belutti. O cara é de São José do Rio Preto (interior de São Paulo) e disse que nossa música está super estourada na região dele. Ele começou a tirar um monte de fotos minhas e eu fiquei super envergonhado (risos)! Você já assistiu ao filme “Um Príncipe em Nova York”? Me senti naquela cena em que ele é reconhecido no banheiro (risos). Eu fiquei com a maior vergonha porque isso para mim não é normal… Mas, queira Deus que isso só piore, pois é fruto do reconhecimento do meu trabalho.
Vocês têm em mente algum novo trabalho?
Marcos:
 A gente precisa trabalhar esse ainda, mas vamos acrescentar duas músicas novas ao nosso repertório e também estamos gravando uma música especial para o Dia dos Namorados para a rádio Nativa FM. Pensamos em um novo repertório, mas pretendemos gravar só mesmo no ano que vem.
Qual o seu maior sonho?
Marcos:
 Ah, eu queria chegar a fazer um grande sucesso. Estamos com um trabalho muito bacana, mas acho que a gente ainda pode crescer muito na carreira. Queria chegar a cantar no palco principal de Barretos como atração principal, por exemplo. Claro que queremos também melhorar nossa vida financeira, mas isso é consequência, né? Risos.
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